quarta-feira, 30 de novembro de 2011 0 comentários

Ônibus viajante maluco/ Passeio horrorizante no shopping

Estava dormindo num ônibus, que parecia daqueles de viagem e acordo, estranho o lugar, não me lembrava de ter pegado no sono ali. Levanto e vejo minha família quase inteira dormindo naquele ônibus, vou pra frente e vejo o motorista, que era um tio meu e perguntei a ele do ônibus, ele riu, perguntou se eu não me lembrava da viagem planejada, eu disse que não, ele riu mais e perguntou se eu estava tão cansada a ponto de perder a memória, tive que rir junto. Sentei do lado dele para ver a paisagem e aquilo era surreal, parecia que estávamos num céu de desenho animado, e perguntei ao meu tio se estávamos mesmo no céu, ele riu tanto que foi obrigado a parar o ônibus. Ficou rindo por 1 minuto, disse pra mim parar de gozação e me parabenizou pela atuação, mas eu não estava atuando, decidi parar de perguntar, senão vão achar que eu havia perdido a memória ou estava ficando louca. Meu tio voltou a dirigir.
Viajamos por horas...
O relógio marcava 13h00min, mas parecia de noite, ficava cada vez mais surpreendida com aquela paisagem inusitada, me distrai e sem perceber domi de novo.

Horas se passam, e eu estava dormindo... Até vir um infeliz me acordar.
Levantei e fui correndo até a janela para ver a paisagem, o ônibus parou em frente a um lugar lindo, mas parecia que era em terra firme, todos estavam acordados e pergunto a uma prima se estávamos mesmo em terra firme, ela olhou pra mim, franziu as sombrancelhas e perguntou se eu tinha algum problema com isso, disse que não e sem pensar, sai do ônibus.
E lá estava eu em frente a um shopping chique de doer com um pijaminha escroto, alguns passaram rindo e voltei correndo pro ônibus pra trocar de roupa.
Coloquei a roupa mais bonita que tinha, sai do ônibus na maior felicidade e vi alguns dos meus familiares tirando umas malas do ônibus, perguntei se não iríamos somente passear no shopping, e uma tia responde que aquilo não era um shopping, era um hotel. Não havia entendido e perguntei por quê haviam pessoas entrando e saindo de lá o tempo todo, ela respondeu que no subsolo do hotel havia um shopping, eu disse que então o hotel, de fato, também era um shopping. Ela concordou e pediu ajuda com as malas, ajudei e levamos as malas para os quartos. Quando terminamos, alguns foram dormir, outros assistir TV, eu fui tomar um belo de um banho.
Quando terminei, perguntei a minha mãe se poderia ir ao shopping, ela disse que não, que era muito perigoso, questionei, o que um shopping teria de tão perigoso? Ela disse que não tinha nada a ver com o shopping, o perigo eram as pessoas, novamente, perguntei o por quê, ela olhou pra mim e disse que de modo algum eu iria a esse shopping, fiquei triste, realmente queria conhecer o lugar, mas deixei, fui para um quarto e me deitei, fiquei olhando para o teto, sem nada pra fazer...
Olho pro lado e vejo meu celular ali em cima da cama, peguei e vi que só haviam mensagens de amigos e conhecidos perguntando pra onde eu fui, que eu havia sumido, que não tinham notícias de mim a mais de 4 meses. Respondi todos os sms, dizendo a mesma coisa, que estava em uma viagem com a família, não sabia pra onde foram, pra onde irão, aonde estavam, é... minha família. Depois fui ouvir umas musiquinhas e, no player, não havia nenhuma música que eu conhecia, mas eu ouvi mesmo assim, pra passar o tempo. Ouço e presto atenção. Reconheci a voz de Avril Lavigne, Selena Gomez e Pitty, mas as músicas eu não conhecia nenhuma, além do mais, como elas foram parar ali, no meu celular se eu não lembro de ter colocado elas lá. 

Talvez eu só estivesse ficando um pouquinho louca mesmo, pensei.
Passaram-se horas e quando vi que todos estavam dormindo, sai da cama e me arrumei.
Sai de fininho, mas, quando descia as escadas, encontrei uma moça assustada, ela me perguntou se eu ia ao shopping, eu respondi que sim e ela me diz pra tomar muito cuidado, mas muito cuidado mesmo, que aquele lugar não era lugar para pessoas como nós, não entendi e perguntei "como assim pessoas como nós?", na mesma hora, alguém ri como se fosse uma bruxa, a moça saiu correndo gritando "Nãão!!!".
Afinal de contas, o que tinha de tal especial, maligno ou horripilante neste shopping? Continuei descendo as escadas.
Quando cheguei ao shopping, fiquei surpresa, que lugar lindo, parecia o paraíso na Terra! Fiquei passeando pelo shopping que era maravilhoso, porém, quando as pessoas passavam por mim, elas me encaravam, outras vezes riam, alguns davam um sorriso malicioso, como se quisessem me usar pra alguma coisa. Nem liguei, continuei passeando.

Havia rodado o shopping quase inteiro, quando passam por mim três mulheres gordas e totalmente de preto que apertam meu braço e eu caio ao chão como morta, só ouço os risos e desmaio.

Tempos depois, minha prima Giovana me ajudou a levantar e disse que também havia saido escondida para ver o shopping, levantei e fomos à loja de flores.
Olhamos umas rosas, cheiramos algumas flores, mas eu não estava me sentindo bem, parecia que algo muito ruim estava se espalhando por meu corpo, começando pelo braço que aquelas mulheres estranhas apertaram, mas finji que estava bem e continuei vendo flores. Quando menos esperava, aparecem dois vendedores perguntando se não queríamos comprar alguma, nesse momento, senti uma dor de cabeça estranha, quase apago, olho para os vendedores e grito, muito brava e descontrolada "Não precisamos de sua ajuda!!", na hora, os vendedores saem correndo, com medo. Giovanna olha pra mim com uma cara estranha, como se não me reconhecesse e disse que a Juliana que ela conhecia nunca faria isso, nunca mesmo, a dor de cabeça não tinha passado e eu estava tentando explicar, disse que aquelas palavras não partiram de mim, que parecia que havia alguma coisa me controlando por dentro, ela riu e disse que eu não precisava inventar uma desculpa pra mandar esses vendedores chatos irem se catar, eu ri, mas parecia que o riso me sufocava mais e mais, até virem os vendedores até mim e disserem "Oh não, ela foi infectada!", continuei rindo, não conseguia me controlar, mesmo não querendo rir, alguma coisa dentro de mim comandava meu corpo e ria sem parar para me sufocar. Os vendedores da loja entregam uma flor para Giovanna e ela passou a flor no meu nariz, dei um espirro e cai ao chão, mas não desmaiei.
Me levantei e respirei fundo, conseguia controlar meu corpo novamente, perguntei aos vendedores do que que havia sido infectada e eles disseram que naquele shopping, viviam um grupo de três mulheres, totalmente de preto, que todos que elas tocam se infectam, perguntei "se infectam com o que?" eles responderam que não se sabe ao certo, mas era muito perigoso, algumas pessoas até parraram de freqüentar o shopping por causa delas. Perguntei o que poderia fazer pra reverter o tal feitiço e eles disseram que não sabem, mas poderíamos tentar falar com algum grupo gótico, talvez eles soubessem o que deveríamos fazer.

Agradeci e procuramos por qualquer pessoa que fosse gótica, ou do "tip", como dizia a Giovanna.
Procuramos muito, não achamos nenhum gótico, mas achamos uma feiticeira e vidente e falamos com ela, ela disse que sabia como desfazer esse feitiço, aliás, o fietiço inteiro, perguntei que feitiço inteiro, ela me perguntou se eu achava normal acordar num ônibus que sobrevoa num céu de imaginação infantil, e esse ônibus também nem tinha asas, se era normal sumir numa noite equivalente a quatro meses... Disse que não achava nada disso normal e perguntei se havia viajado no tempo, ela disse que não, elogiou minha criatividade e disse pra eu parar de assistir tanto desenho animado, perguntei no que isso ajudaria, ela riu e falou que eu estava apenas sonhando...
terça-feira, 29 de novembro de 2011 0 comentários

Frase

"Não seja tão ignorante a ponto de deixar seus amigos de lado por causa de um garoto(a)."
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HQ

Entenderam???
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O crime (de plágio) perfeito

Aconteceu em São Paulo, por volta de 1933, ou 4. Eu fazia crônicas diárias no Diário de São Paulo e além disso era encarregado de repostagens e serviços de redação; ainda tinha uns bicos por fora. Fundou-se naquela ocasião um semanário humorístico, O Interventor, que depois haveria de se chamar O Governador. Seu dono era Laio Martins, excelente homem de cabelos brancos e sorriso claro, boêmio e muito amigo.
Pediu-me colaboração; o que podia pagar era muito pouco, mas eu não queria faltar ao amigo. Escrevi algumas crônicas assinadas. Depois comecei a falhar muito, e como Laio reclamasse, inventei um pretexto para não escrever. Seu jornal era excessivamente político (perrepista, se bem me lembro) e eu não queria tomar partido na política paulista, mesmo porque tinha muitos amigos antiperrepistas. Laio não se conformou: "Então ponha um pseudônimo!"
Prometi de pedra e cal, mas não cumpri. Laio reclamou novamente, me deu prazo certo para lhe entregar a crónica. No dia marcado eu estava atarefadíssimo, e quando veio o contínuo buscar a crónica para O Interventor, eu cocei a cabeça — e tive uma ideia. Acabara de ler uma crónica de Carlos Drummond de Andrade no Minas Gerais, órgão oficial de Minas, com um pseudónimo — algo assim como António João, ou João António, ou Manuel António, não me lembro mais; ponhamos António João. Botei papel na máquina, copiei a crónica rapidamente e lasquei o mesmo pseudónimo.
Dias depois recebi o dinheiro da colaboração, juntamente com o pedido urgente de outra crónica e um recado entusiasmado do Laio: a primeira estava esplêndida!
Daí para a frente encarreguei um menino da portaria, que estava aprendendo a escrever à máquina, de bater a crónica de Drummond para mim; eu apenas revia, para substituir ou riscar alguma referência a qualquer coisa de Minas. Pregada a mentira e praticado o crime, o remédio é perseverar nesse rumo hediondo; se às vezes senti remorso, eu o afogava em chope no bar alemão ao lado, e o pagava (o chope) com o próprio dinheiro do vale do António João.
O remorso não era, na verdade, muito: o Carlos não sabia de nada, e o que eu fazia não era propriamente um plágio, porque nem usava matéria assinada por ele, nem punha o meu nome no trabalho dele. E Laio Martins sorria feliz, comentando com meu colega de redacção: «O Rubem não quer assinar, mas que importa? Seu estilo é inconfundível!»
O estilo era inconfundível e o chope era bem tirado; mas você pode ter a certeza, Carlos Drummond de Andrade, que muitas vezes eu o bebi à sua saúde, ou melhor, à saúde do António João. Isto é, à nossa. Dos 25 mil-réis que o Laio me pagava, eu dava 5 para o menino que batia à máquina; era muito dinheiro para um menino naquele tempo, e isso fazia o menino feliz. Enfim, lá em São Paulo, todos éramos felizes graças ao seu trabalho: Laio, o menino, os leitores e eu — e você em Minas não era infeliz.
Não creio que possa haver um crime mais perfeito.

                                                                                                   Agosto, 1965

O crime (de plágio) perfeito, de Rubem Braga.
Retirado do livro Rubem Braga 50 crônicas escolhidas
segunda-feira, 28 de novembro de 2011 0 comentários

Música do dia

A nossa música do dia de hoje é Shania Twain, "Don't"

 

Tradução:

Não

Você não gostaria de tentar?
Você sente o que eu sinto por dentro?
Você sabe que meu amor é mais forte que o orgulho
Não, não deixe sua raiva aumentar
Apenas me diga o que você precisa para que eu saiba
Por favor fale comigo, não feche a porta

Porque eu quero te ouvir,
Quero estar perto de você

Não lute, não discuta
Me de a chance de dizer ?que sinto muito"
Apenas me deixe te amar
Não me afaste, não diga para eu ir

Não, não desista da confiança
Não desista de mim, de nós
Se a gente pudesse agüentar o tempo suficiente

A gente consegue
A gente pode superar

Não lute, não discuta
Me de a chance de dizer ?que sinto muito"
Apenas me deixe te amar
Não me afaste, não diga para eu ir

Não finja que esta tudo bem
As coisas não vão melhorar desse jeito
Não faça algo que você possa se arrepender um dia
Não

instrumental

Não, não desista de mim
Não!

A gente consegue
A gente pode superar

Não lute, não discuta
Me de a chance de dizer ?que sinto muito"
Apenas me deixe te amar
Não me afaste, não diga para eu ir

(Não lute, não discuta)
Não desista de mim
(Me de a chance de dizer ?que sinto muito")
Dizer ?que sinto muito"
(Apenas me deixe te amar)
Não desista de mim
(Não me afaste)
Não diga para eu ir

(Não lute, não discuta)
(Me de a chance)
Dizer ?que sinto muito"
(Apenas me deixe te amar)
Não desista de mim
(Não me afaste)
Não diga para eu ir

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Rotina adolescente

Saio da escola apressado,
tenho que fazer uma pesquisa sobre moléculas.

Chego em casa,
deixo minha mochila em qualquer canto,
ligo o computador.

Abro o navegador da internet e vou direto ao Google.
Não resisto e dou uma passadinha no Orkut.

Me sinto entediado e vou ouvir uma música.
Me sinto importante, entro no Twitter.
Me sinto criativo, entro no Blog.
Me sinto só, entro no Messenger.
Quero curtir, entro no Facebook.

A música acaba.

Me sinto entediado, vou jogar.
21h15min, vou jantar.
21h53min, vou tomar banho.
22h25min, visto meu pijama.

22h34min, fecho todas as abas do navegador da internet.

22h45min, não tenho nada pra fazer, vou assistir a um filme.
23h52min, sinto sono, desligo o computador e vou me deitar.

00h, me sinto sem sono, fico olhando para o nada, pensando na vida...

01h05min, lembro da pesquisa.
01h6min, durmo...


Isso já aconteceu com a Leila, e com você?

domingo, 27 de novembro de 2011 0 comentários

Apresentação

Olá pessoas!
Apresento-lhes o blog "Minhas pequenas loucuras", onde postarei toda e qualquer coisa que eu quiser postar :P
Postarei textos, ....
....
...........
.................
Ér...
Só consegui pensar em textos
O que mais postarei???
Ahá!
Fica a surpresa...
É esperar pra ver, ainda sentado

Pois é, nem eu sei sobre o que vou postar, mas quem tiver qualquer sugestão, envie um email para: juhlie_s@hotmail.com
Então, é isso
Espero que gostem do blog e das postagens
Ah, o blog tem uma bonequinha pra representar, o nome dela é Leila.

Brevemente farei uma historinha pra ela...
E ela irá aparecer no final de cada postagem minha!
Olha ela aqui:
 
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